domingo, 18 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
A SOMBRA... ALGUMAS CONSIDERAÇÕES...
terça-feira, 6 de maio de 2014
SOBRE IMAGENS DE FANTASIA...ALGUMAS CONSIDERAÇÕES,,,
quinta-feira, 1 de maio de 2014
FRAGMENTOS...
FRAGMENTOS... ![]() |
| C.G. Jung (Fonte: Web) As CARTAS, como são hoje conhecidas, representam um complemento e uma espécie de comentário da obra de C.G. Jung. A seguir, alguns fragmentos que me pareceram significativos e que compartilho... CARTAS 1906-1945 - Volume I Vozes, 2001 By A. Piza To Francis Wickes/EUA - 06.11.1926 Ninguém está livre do sofrimento enquanto nada na torrente caótica da vida. (...) Não existe nenhuma dificuldade em minha vida que não seja exclusivamente eu mesmo. Ninguém deverá carregar-me (grifo nosso) enquanto eu puder manter-me sobre meus próprios pés... By A. Piza Ao Dr. Paul Maag/Adelboden, Suiça - 12.06.33 (...) Minha atitude subjetiva (grifo nosso) é respeitar toda convicção religiosa, mas traço uma rigorosa linha divisória entre o conteúdo da fé e as exigências da ciência . Considero imprópria a mistura dessas incomensurabilidades. Considero também pretensioso atribuir ao conhecimento humano uma capacidade que ultrapassa comprovadamente os seus limites. (...) O que a humanidade denominou Deus desde os tempos mais antigos é simplesmente o inescrutável (grifo nosso). Como vê, sou totalmente incorrigível e incapaz de fazer uma mistura de teologia e ciência...
By A. Piza
À Sra. R./Suiça - 15.12.1933 Suas perguntas são irrespondíveis, pois a senhora quer saber como se deve viver. A gente vive como pode. Não existe um único caminho determinado para o indivíduo, que lhe fosse prescrito ou adequado. (...) Se quiser trilhar seu caminho próprio, então será o caminho que a senhora há de fazer, que não é prescrito por ninguém, que não se conhece de antemão mas que surge simplesmente por si mesmo quando se dá um passo depois do outro. Se fizer sempre aquilo que se apresenta como o passo seguinte, então andará da forma mais certa e segura ao longo das linhas prescritas pelo seu inconsciente. Aí não adianta nada especular sobre o que se deve viver. Sabe-se então também que isto não se pode saber. O importante é fazer silenciosamente a coisa mais próxima e mais necessária. (...) Quando se faz com convicção o mais próximo e o mais necessário, então se faz sempre o que tem sentido de acordo com o destino. By A. Piza To P.W.Martin/Colwyn Bay/North Wales/Inglaterra - 28.08.1945 (...) O senhor tem razão em dizer que o interesse principal do meu trabalho não está no tratamento das neuroses, mas numa aproximação do numinoso (grifo nosso). O fato é que o acesso ao numinoso é a verdadeira terapia e na medida em que se chega às experiências numinosas, há uma libertação da maldição da doença. A própria doença assume um caráter numinoso.
As nossas " rachaduras" são ouro puro...
Imagem: web
AS CARTAS cairam no meu colo...
Isto costuma ser frequente... Respeito...
Há com certeza algo que preciso ler, ou reler, como é o caso aqui...
Carregar a si mesmo, teologia e ciência, como se deve ou pode viver, o caminho a seguir, a doença e o numinoso...
Questões que têm estado particularmente presentes ultimamente...
Um bem-vindo material...
Boa leitura e boa reflexões, caso estas questões também lhe toquem e afetem...
Rosanna Pavesi/Maio 2014
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domingo, 20 de abril de 2014
TODO O TEMPO DO MUNDO...
domingo, 23 de março de 2014
AS VIRTUDES DO CARÁTER...
by A. Piza - Imagem web
AS VIRTUDES DO CARÁTER...
Em seu livro A Força do Caráter, (Objetiva, 2011), James Hillman dedica um capítulo (cap. 23) à exposição das virtudes do caráter, com a finalidade de definir a ideia de caráter.
Hillman escreve:
" 1. - A ideia de caráter depende da noção arquetípica de diferença. O caráter confirma, e até mesmo alardeia, o único, o singular, o peculiar. Como o caráter coloca a individualidade entre as marcas de diferença observáveis, a excentricidade torna-se necessária ao caráter.
2. - Os acontecimentos do corpo representam igualmente o caráter e não podem ser excluídos da investigação da psicologia do caráter. O caráter compreende a psique e o soma; o caráter é uma ideia psicossomática.
3. - O caráter é apresentável. Ele requer uma linguagem descritiva - adjetivos, como pão-duro, esperto, sistemático; advérbios, como devagar, cautelosamente, cuidadosamente - que transmita imagens e desperte sentimentos. Ao capturar o caráter com precisão e abrangência, a fala poética ultrapassa em muito a linguagem da ciência behaviorista.
4. - O caráter é um punhado de características. Como a ideia de caráter desafia simplificações, um estudo do caráter pede um tipo complexo de inteligência. Ele estuda a justaposição de camadas como uma imagem poética ou pintada e abandona a busca de um centro unificador.
5. - O caráter é perceptível como imagem. Está sempre exposto, como estilo, hábito, gesto, disposição, constituição, postura, expressão, presença. O rosto revela o caráter e dirige-se ao caráter. Como imagem, o caráter precisa ser imaginado além de percebido.
6. - O caráter sempre se distinguiu do talento, da habilidade, dos dons, das capacidades mensuráveis. Ele pode ser aleijado por deficiências e encurralado em fixações, enquanto talento e habilidades exibem brilhantismo. O caráter não cede a medidas de desempenho padronizadas. A singularidade característica de um estilo escapa da análise.
7. - O caráter também escapa da amarra moral. Ele não se revela na moralidade do comportamento, mas no seu estilo. Os traços de caráter incluem vícios e virtudes. Esses NÃO definem o caráter; o caráter os define. A perseverança ou a lealdade podem instigar um ato criminoso assim como um ato de bondade; a amizade pode motivar vingança ou renúncia. A abrangência imaginativa do caráter não pode ser imprensada dentro de uma definição ética sem perverter sua natureza e esterilizar a sua fecundidade.
8. - Ao contrário da personalidade, o caráter é impessoal. O discurso da personalidade é a psicologia humana; o discurso do caráter é a descrição imaginativa.
9. - Acontece com o eu o mesmo que com a personalidade. O eu é reflexivo, apontando de volta para o sujeito, fundindo-o ao seu rival abstrato, o ego. O eu se resume às pessoas: não falamos do eu de um cavalo, um pinheiro ou um promontório, no entanto sentimos o caráter definido de cada um.
10. - A singularidade leva o caráter para além do temperamento e do tipo.
11. - O caráter deixa traços na história política. Como determinante do rumo dos acontecimentos humanos, o caráter liga a psicologia à sociedade, afastando a psicologia de sua subjetividade obsessiva.
12. O caráter reintroduz o Destino na psicologia. As substituições do caráter eliminaram essa antiga ligação. Ego, personalidade, eu, agente, indivíduo reduzem a psicologia ao estudo do comportamento humano - processos, funções, motivações - e omitem as inevitáveis consequências que a ideia de caráter implica.
A psicologia despojada do destino é superficial demais para abordar seu assunto, a alma.
13. - O caráter é para a velhice o que o chamado do daimon é para a juventude.
Ele dá sentido e propósito às mudanças do envelhecimento.
O caráter é uma ideia terapêutica...
E o que resta?
O que resta é o pedaço de destino que o caráter único de cada pessoa personifica..."
A noção de bom caráter X mau caráter, atrelada quase que exclusivamente à amarra moral torna-se assim de certa forma acanhada e redutiva, para definirmos a ideia de caráter...
O que Hillman propõe é uma visão imaginativa do caráter também como estilo estético, gostos individuais, comportamentos e traços individuais, a imagem que fica da pessoa, seu modo único de agir, suas esquisitices e excentricidades...
Se, seguindo Hillman, a velhice requer coragem e curiosidade,
o carátertambém necessita desses anos adicionais para confirmar-se e realizar-se...
Rosanna Pavesi/Março 2014
domingo, 16 de fevereiro de 2014
FANTASIA: FANTASMA, ATIVIDADE IMAGINATIVA, IMAGENS DE FANTASIA E E SONHOS...
domingo, 12 de janeiro de 2014
O SILENCIO...
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
DE UMA COISA SABEMOS...
sábado, 14 de dezembro de 2013
AS DUAS FORMAS DE PENSAMENTO SEGUNDO C.G. JUNG
![]() |
| Sem título - autor desconhecido AS DUAS FORMAS DE PENSAMENTO SEGUNDO C.G. JUNG
Pensamento Dirigido e Pensamento Fantasia ou Associativo
são termos introduzidos por Jung para descrever diferentes formas da atividade mental
e os diferentes modos como
a psique se expressa.
Pensamento Dirigido
É um pensamento com
atenção dirigida
Lógico, linguístico,
intelecto, raciocínio, instrumento da cultura
Uso consciente da linguagem
e dos conceitos, do intelecto,
da exposição científica e do senso comum.
É um
fenômeno inteiramente consciente
Está baseado na realidade ou
erigido com referência a ela.
Finalidade: a comunicação
Enquanto pensamos
de modo dirigido, pensamos para fora,
para outros e falamos a outros.
Produz: adaptação, aquisições novas, imita a realidade,
sobre a qual procura agir (ciência,
tecnologia, técnica, etc.).
Origens: na Escolástica, origem do espírito científico
moderno.
Pensamento-Fantasia, ou Associativo
É um pensamento por imagens (sonhar,
fantasiar)
É “arcaico-primitivo”
É metafórico, simbólico, imaginativo,
segue analogias
É dirigido por motivos
inconscientes
Pode ser consciente, mas é
normalmente pré-consciente ou inconsciente em seu funcionamento
É passivo (sofremos a ação
dele), fantástico, frequentemente compensatório
É motivado, sobretudo, subjetivamente.
Não pretende estabelecer teoria alguma, só liberta tendências subjetivas.
Afasta-se da realidade.
É improdutivo
com relação à adaptação externa
Pensa por metáforas ou
constelações, compondo um tema, emoções e intuições,
onde imagem segue imagem,
sensação a sensação, etc.
Na cultura antiga a fantasia
era considerada como verdade legítima reconhecida por todos.
Aquilo que para nós é
fantasia oculta, outrora estava exposto publicamente.
Aquilo que para nós
emerge em SONHOS e fantasias,
antigamente era hábito consciente ou convicção
geral.
Outras Considerações
O pensamento-fantasia (ou “associativo”) ainda ocupa
um lugar amplo
no homem contemporâneo e sobrevêm assim que
o pensamento
dirigido cessa.
Um enfraquecimento de interesse, um leve cansaço
é o
suficiente para anular a adaptação psicológica exata ao mundo real
que se
manifesta pelo pensamento dirigido
e substituí-la por fantasias.
Como sabemos, também o SONHO apresenta
um pensamento
semelhante ao pensamento-fantasia.
Durante toda a vida,
ao lado do pensamento dirigido
ou adaptado (recém-adquirido),
possuímos
um pensamento-fantasia
que corresponde a estados de espírito ancestrais.
Pelo pensamento-fantasia se faz a ligação do
pensamento dirigido
com as “camadas” mais antigas do espírito humano,
que há
muito se encontram abaixo do limiar do consciente:
"... no sono e no sonho tornamos a atravessar o pensamento da humanidade antiga..."
(Nietzsche, citado no par. 27 do texto abaixo) |
(Fonte: C.G. Jung, Símbolos de Transformação, O.C. Vol. V- Parte I – Cap.II – Par. 04-46 e/ou p. 06-28 – Edit. Vozes, Petrópolis, RJ, 1989, 2.a edição).
Para Jung, o pensamento dirigido e o pensamento-fantasia coexistiriam
como duas perspectivas em separado e iguais,
embora o último seja mais enraizado, pode-se dizer,
nas camadas arquetípicas da psique.
Essa postura equitativa aproxima as ideias de Jung daquilo que ora conhecemos
sobre o funcionamento dos dois hemisférios cerebrais (esquerdo e direito)
cuja interação é básica para o funcionamento mental humano.
Os SONHOS podem ser considerados expressões típicas
de pensamento de fantasia
embora elementos de uma perspectiva lógica também possam aparecer nos mesmos.
Diz-se que às vezes a interpretação (ou transcodificação) de um sonho
introduz o pensamento dirigido;
porém, uma apreciação mais acurada seria que
a interpretação é realmente, ou deveria ser,
uma combinação de pensamento dirigido e pensamento de fantasia,
pois nela está envolvida a imaginação.
Ao falar de sonhos,
talvez sejamos mais inclinados a utilizar o pensamento dirigido
Porém, ao falar com os sonhos,
talvez uma linguagem mais onírica, imaginal, seja mais apropriada...
Atualmente, além de falar em hemisfério direito e hemisfério esquerdo,
fala-se também de cerébro em camadas, ou "fatias" horizontais...
Seja como for, as duas formas de pensamento citadas por Jung ainda fazem
bastante sentido para mim,
não importa de que hemisfério ou camada do cerébro provenham...
O mais importante, a meu ver,
é saber que precisamos de ambas,
porém sem confundir uma com a outra...
Rosanna Pavesi/Dezembro 2013
(Nota adicional:
Pensamento Dedutivo: da teoria para a prática; do geral para o particular;
parte de premissas e, destas, procura derivar conclusões práticas;
começa com as verdades estabelecidas.
Pensamento Dedutivo: da teoria para a prática; do geral para o particular;
parte de premissas e, destas, procura derivar conclusões práticas;
começa com as verdades estabelecidas.
Pensamento Indutivo: empírico, experimental; da prática para a teoria; d
o individual para o geral;
começa com os fatos e a observação e quer estabelecer padrões gerais para a mesma classe).
o individual para o geral;
começa com os fatos e a observação e quer estabelecer padrões gerais para a mesma classe).
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