quarta-feira, 1 de outubro de 2014
domingo, 31 de agosto de 2014
SOBRE SÍMBOLO...
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| Sem título - by Rosan |
SOBRE SÍMBOLO...
A) -
SÍMBOLO SEGUNDO C.G. JUNG
“(...) Em minha concepção, o
conceito de símbolo é bem distinto do simples conceito de sinal.
Significado simbólico e semiótico são coisas bem diversas.
A roda alada do uniforme do ferroviário NÃO é
um símbolo da ferrovia,
mas sim um sinal de que a pessoa integra o serviço
ferroviário.
O símbolo, no entanto,
pressupõe sempre que a expressão escolhida
seja a melhor designação ou fórmula
possível de um fato relativamente desconhecido,
mas cuja existência é
conhecida ou postulada.
(...) Enquanto um símbolo for vivo,
é a melhor expressão possível de alguma coisa.
E só é vivo enquanto cheio de
significado.
Mas, uma vez brotado o sentido dele, isto é, encontrada aquela
expressão
que formula melhor a coisa procurada, esperada ou pressentida
do que
o símbolo até então empregado,
o símbolo está morto, isto é, só terá
valor histórico.
Uma expressão usada para
designar coisa conhecida continua sendo apenas um sinal
e nunca será um
símbolo.
É totalmente impossível, pois, criar um símbolo vivo, isto é, cheio
de significado,
a partir de relações conhecidas.
(...) Na medida em que toda
teoria científica encerra uma hipótese,
portanto é uma descrição antecipada de
um fato ainda essencialmente desconhecido,
ela é um símbolo.
(...) Depende da atitude da
consciência que observa se alguma coisa é símbolo ou não.
É bem possível, pois,
que alguém estabeleça um fato que não pareça simbólico à sua consideração, mas
o é para outra consciência (símbolo individual X símbolo social X símbolo
universal).
(...) O símbolo vivo formula
um fator essencialmente inconsciente e,
quanto mais difundido (universal) este
fator, tanto mais geral o efeito do símbolo,
pois faz vibrar em cada um a corda
afim. (...)
Como o símbolo vivo tem que conter em si o que é comum a um grupo
humano bem grande
para, então, atuar sobre ele, (o símbolo) deve abarcar
exatamente o que pode ser comum a um grupo humano bem amplo.
Jamais poderá ser
algo muito diferenciado e inefável, porque isto só o entende uma minoria,
mas
tem que ser algo tão primitivo cuja onipresença esteja fora de dúvida.
Só quando o símbolo alcançar
isto e o apresentar como a melhor expressão possível,
terá eficácia geral.
Nisto consiste a eficácia poderosa e, ao mesmo tempo, salvífica de um símbolo
socialmente vivo.
(...) Os puros produtos da
consciência, bem como os produtos exclusivamente inconscientes,
NÃO são de per
si símbolos categóricos, mas cabe à atitude simbólica da consciência
de quem
observa atribuir-lhe o caráter de símbolo.
(...) O símbolo é sempre um
produto de natureza altamente complexa,
pois se compõe de dados de todas
as funções psíquicas.
Portanto (o símbolo) não é de natureza racional e nem
irracional.
Possui um lado que fala à razão e outro inacessível à razão (algo sempre
“escapa...).
A carga de pressentimento e de significado contida no símbolo
afeta
tanto o pensamento quanto o sentimento.”
(Fonte: Tipos Psicológicos – XI
Definições – C.G. Jung – OC VI – par. 903-917 – Vozes, 1991).
Mais...
“(...) O que chamamos símbolo
é um termo, um nome,
ou mesmo uma imagem que nos pode ser familiar na vida
diária,
embora possua conotações especiais além do seu significado evidente e
convencional.
Implica alguma coisa vaga, desconhecida ou oculta para nós.
(...) Assim, uma palavra ou
uma imagem é simbólica quando implica
alguma coisa além de seu significado
manifesto e imediato.
Esta palavra ou esta imagem têm um aspecto “inconsciente”
mais amplo,
que nunca é precisamente definido ou de todo explicado.
E nem
podemos ter esperanças de defini-la ou explica-la.
Quando a mente explora um
símbolo,
é conduzida a ideias que estão fora do alcance da nossa razão.
Por existirem inúmeras coisas
fora do alcance da compreensão humana
é que frequentemente utilizamos termos
simbólicos como representação de conceitos
que não podemos definir ou
compreender integralmente.
Esta é uma das razões por que todas as religiões
empregam uma linguagem simbólica
e se exprimem através de imagens.
MAS este uso consciente que
fazemos de símbolos é apenas um aspecto
de um fato psicológico de grande
importância:
o homem também produz símbolos, inconsciente e espontaneamente,
na forma de sonhos.
Geralmente, o aspecto
inconsciente de um acontecimento nos é revelado através de sonhos,
onde se
manifesta não como um pensamento racional, mas como uma imagem simbólica.
(...) Quando nos esforçamos
para compreender os símbolos,
confrontamo-nos não só com o próprio símbolo como
com a totalidade do indivíduo que o produziu. Nesta totalidade inclui-se um
estudo do seu universo cultural.
(...) Há símbolos naturais,
distintos dos símbolos culturais.
Os primeiros são derivados dos
conteúdos inconscientes da psique e,
portanto, representam um número imenso de
variações das imagens arquetípicas essenciais.
Os símbolos culturais, por outro
lado, são aqueles que foram empregados
para expressar “verdades eternas” e que
ainda são utilizados em muitas religiões.
Passaram por inúmeras transformações
e mesmo por um longo processo
de elaboração mais ou menos consciente,
tornando-se assim
imagens coletivas aceitas pelas sociedades civilizadas."
(Fonte: O Homem e Seus
Símbolos –1. – Chegando ao Inconsciente – C.G. Jung – Ed. Nova Fronteira –
10.a Edição.)
Pode-se considerar o símbolo
como o produto da união de opostos, uma síntese,
uma união dos contrários. É o terceiro elemento, é algo novo...
(vide
Função Transcendente mais adiante).
Symbolen: o símbolo reúne aquilo que foi
partido.
Ao lidar com material
inconsciente (sonhos, fantasias, etc.), as imagens podem ser tratadas
tanto semioticamente, como signos sintomáticos que indicam fatos
conhecidos ou cognocíveis, como
simbolicamente, como expressão de algo essencialmente desconhecido.
A atitude simbólica é, no
fundo, construtiva, no sentido de que dá prioridade à compreensão do
significado ou propósito dos fenômenos psicológicos, em vez de procurar um
explicação redutiva.
É também importante averiguar o efeito do
símbolo sobre o sentimento, suas impressões sensoriais, seu significado, seu
conteúdo ideacional, o investimento de energia psíquica no mesmo...
De acordo com Jung, o símbolo
possui a capacidade de transformar e redirecionar a energia psíquica, através daquilo que ele chamou
de Função Transcendente.
A Função Transcendente é,
em sua essência, um aspecto de auto-regulação da psique
e se manifesta, tipicamente, de modo simbólico.
O símbolo é o produto desta Função, que é
experimentada e vivenciada
como uma nova atitude em face de si mesmo e da
vida.
Esta Função, cujo produto é o
símbolo, é chamada de Transcendente
porque vai além dos opostos, os
transcende,
nada tendo a ver com transcendência espiritual no sentido geral
do termo.
B) –
SÍMBOLO PARA J. HILLMAN:
SIMBOLIZAR: Ver imagens simbolicamente, ou
transformar imagens em símbolos.
SÍMBOLO: Contém, no mínimo, uma ideia
principal e uma imagem.
Ambos, a imagem e a ideia, têm em comum algo da
experiência humana
que é durável através do tempo.
Ele (o símbolo) condensa um
grupo de convenções que tende à universalidade.
A convencionalidade no
agrupamento similar de ideias numa imagem
é a chave para o
reconhecimento dos símbolos.
O símbolo traz o profundo, o
poder da história e da cultura, a generalidade do universo,
a generalidade da
experiência humana, verdades inexprimíveis e banalidades.
Ser ele poderoso ou trivial depende da
qualidade da imagem.
Segundo Hillman, há dois
caminhos:
a)
– Abordar as imagens via símbolos
(simbolicamente):
quando, onde, generalidade, convencionalidade
da imagem.
O símbolo generaliza e descreve as possibilidades simbólicas,
a
fenomenologia dos arquétipos da psique objetiva.
b)
– Abordar os símbolos via imagens,
(imagisticamente):
o como, as particularidades, as peculiaridades
da imagem.
Na investigação sobre imagens, há uma valoração das imagens;
todas
as imagens se revestem de valor arquetípico.
Qualquer imagem que é tomada
como símbolo, tomada em sua dimensão universal,
deixa de ser imagem.
- Seria correto tratar o sonho
só como imagem?
A prática dos sonhos como
imagens suspende nossa teoria que se baseia na abordagem simbólica. Pode ser
vista como uma tentativa de voltar para o desconhecido,
que até alguns
anos atrás estava centrado no símbolo, “explorando” a imagem.
- Com os sonhos:
totalidade
presente na imagem; tudo que está ali é necessário/ tudo que é necessário está
ali;
fidelidade à imagem na sua apresentação precisa.
(ex.: cisne grande, não
pequeno, vivo, não morto, etc.).
- Dissolver a substância
nominativa em metáfora:
Ex. a “flecha” nomeando e/ou simbolizando uma coisa
X
a “flecha” como uma ação veloz e como qualificação multifacetada.
- NÃO traduzir a imagem em
coisas e/ou conceitos.
Ficar com a árvore, não com o conceito e/ou o símbolo da árvore.
(Notas:: Trilogia das Imagens: Image-Sense, Spring 1979; An Inquiry into Image; Further Notes on
Image – James Hillman)
Do meu ponto de vista, tanto
abordar as imagens via símbolos – os seja simbolicamente –
quanto abordar os
símbolos via imagens – ou seja imagisticamente – tem seu valor.
O universal e o particular...
Posto que ambos estão presentes nos seres humanos e em nossos sonhos.
Penso que o importante é saber quando estamos
amplificando um símbolo
e quando estamos particularizando uma imagem e fazer bom uso dos
dois caminhos...
Por fim creio que, assim como com o símbolo,
também nenhuma
imagem, possa ser alcançada em sua totalidade.
A vitalidade, o
vigor psíquico de uma imagem e/ou de um símbolo reside justamente
naquilo que
foge, que escapa, que resiste a ser “des-velado” por completo...
Que é o que
intriga, instiga nossa curiosidade, que alavanca, que toca, que afeta...
QUE É VIVO...
Rosanna Pavesi/setembro 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
CURTINDO UMA FOSSA...
segunda-feira, 30 de junho de 2014
SOBRE DAIMON, DESTINO, TEORIA DA SEMENTE DE CARVALHO...
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| Psique - by Rosan SOBRE DAIMON, DESTINO, TEORIA DA SEMENTE DE CARVALHO... |
Daimon (em grego), gênio (em latim) e, em termos mais modernos, também anjo, alma,
paradigma, imagem inata, estrela-guia, visão, caráter, destino, gêmeo interior,
fruto do carvalho, companheiro eterno, protetor, vocação do coração, chamado...
Essa multiplicidade e essa ambiguidade são inerentes ao próprio daimon,
enquanto personificação de um espírito que, na psicologia grega,
era também o destino da pessoa.
Cada qual carregava seu destino.
O destino era o gênio particular que acompanhava cada indivíduo.
O daimon, no mundo antigo, era uma figura do "outro mundo",
nem humana, nem divina, algo entre essas duas esferas,
de uma "região intermediária", à qual a alma também pertencia.
O daimon era mais uma realidade física intima, do que um deus.
Era uma figura que podia aparecer num sonho, ou enviar sinais como pressagio, como palpite.
"Caráter é destino" (fragmento de Heráclito) vincula o modo de vida
ao desempenho da pessoa.
O foco egocêntrico do humanismo nos faz achar que o daimon, tendo nos
escolhido para habitar, interessa-se por nosso destino...
Mas, e o destino dele?
(que também é o nosso...)
Talvez a tarefa do homem seja alinhar seu comportamento às intenções dele,
agir de acordo com ele, por ele?
O que fazemos na vida afeta nosso coração, nossa alma
e interessa ao daimon.
Formamos a alma com nosso comportamento, pois a alma não chega pronta do céu.
É apenas imaginada lá, um projeto incompleto
tentando baixar...
O daimon torna-se a fonte da ética humana, e a vida que
é alegre, a vida que é boa:
aquilo que os gregos chamavam de eudaimonia...
(eu = harmonia; daimonia = que pertence ao daimon),
ou seja, uma vida vivida em harmonia com o daimon.
A teoria do fruto do carvalho sustenta que cada pessoa tem
uma singularidade que pede para ser vivida
e que já está presente antes de poder ser vivida.
O fruto do carvalho costuma ser obsessivo...
(NOTAS: O Código do Ser - James Hillman, Objetiva, 1997)
Pode-se concordar com Hillman, ou não, mas é um livro que deve ser conferido...
Para mim, o daimon se apresentou na metanoia,
como vocação do coração, um chamado...
Um furação que sacudiu minha vida,
devastou meu "mundinho seguro e previsível" que, porém,
tinha se tornado estreito, estreito demais...
Segui os sinais...
Não de forma fatalista, como um "destino" traçado desde o começo,
mas sim como uma segunda oportunidade de descobrir
meu potencial vocacional ainda não vivido e que resolvi acolher...
A coragem veio, apesar do medo,
pois eu tinha uma sensação interna de "ou vai ou vai"...
Não me arrependo, muito pelo contrário...
Hoje não consigo nem imaginar minha vida de outra forma...
Não saberia dizer com clareza SE
fui eu que acolhi o chamado do daimon
ou se foi ele que, obsessivamente, acabou finalmente por ser ouvido
e levado em consideração...
Mas, nesta altura, isto já não tem a menor importância...
As duas coisas se fundem numa só...
Rosanna Pavesi/Junho 2014
sexta-feira, 13 de junho de 2014
SOBRE O NUMINOSO...
sábado, 31 de maio de 2014
SOBRE CONIUNCTIO...
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| Os Noivos vão à Cidade (by Rosan) |
CONIUNCTIO...
ALGUMAS NOTAS...
" (...) A relação macrocósmica é uma grande dificuldade.
Ela se apresenta sintomaticamente e em primeiro lugar na forma de uma pressão
para tornar objetiva, externa e palpável a relação microcósmica.
para tornar objetiva, externa e palpável a relação microcósmica.
A coniunctio das metades masculina (espírito) e feminina (vida) do si-mesmo poderia
dominar o indivíduo e forçá-lo a uma manifestação física, isto é, cósmica.
dominar o indivíduo e forçá-lo a uma manifestação física, isto é, cósmica.
Mas cada arquétipo antes de ser integrado conscientemente,quer manifestar-se fisicamente
e por isso força o sujeito a entrar na forma dele.
e por isso força o sujeito a entrar na forma dele.
O si-mesmo em sua divindade (isto é, o arquétipo) está inconsciente de si mesmo. (grifo nosso)
Ele só pode tornar-se consciente dentro da nossa consciência.
E só pode conseguí-lo se o eu permanecer firme.
Ele (o si-mesmo) deve tornar-se tão pequeno, e menor ainda, quanto o eu,
ainda que seja o mar da divindade.
Deve tornar-se o Pequeno Polegar em seu coração.
O hierosgamos realiza-se no vaso.
Nós só podemos dar-nos as mãos e conhecer algo sobre o interior do homem.
As possibilidades sobre-humanas não são de nossa alçada..."
(C.G. Jung - CARTAS - 1906-1945 - volume I - Vozes 2001)
Carta a Aniela Jaffé/Zurique - 03.09.1943)
Há textos que, a meu ver, são impossíveis de comentar, a risco de sermos reducionistas...
O texto acima, a meu ver, é um deles...
Deve ser lido de mente aberta, porém presente...
O que cativar sua atenção...
É isso...
Rosanna Pavesi - maio 2014
domingo, 18 de maio de 2014
SOBRE SUBLIMATIO...
sábado, 10 de maio de 2014
A SOMBRA... ALGUMAS CONSIDERAÇÕES...
terça-feira, 6 de maio de 2014
SOBRE IMAGENS DE FANTASIA...ALGUMAS CONSIDERAÇÕES,,,
quinta-feira, 1 de maio de 2014
FRAGMENTOS...
FRAGMENTOS... ![]() |
| C.G. Jung (Fonte: Web) As CARTAS, como são hoje conhecidas, representam um complemento e uma espécie de comentário da obra de C.G. Jung. A seguir, alguns fragmentos que me pareceram significativos e que compartilho... CARTAS 1906-1945 - Volume I Vozes, 2001 By A. Piza To Francis Wickes/EUA - 06.11.1926 Ninguém está livre do sofrimento enquanto nada na torrente caótica da vida. (...) Não existe nenhuma dificuldade em minha vida que não seja exclusivamente eu mesmo. Ninguém deverá carregar-me (grifo nosso) enquanto eu puder manter-me sobre meus próprios pés... By A. Piza Ao Dr. Paul Maag/Adelboden, Suiça - 12.06.33 (...) Minha atitude subjetiva (grifo nosso) é respeitar toda convicção religiosa, mas traço uma rigorosa linha divisória entre o conteúdo da fé e as exigências da ciência . Considero imprópria a mistura dessas incomensurabilidades. Considero também pretensioso atribuir ao conhecimento humano uma capacidade que ultrapassa comprovadamente os seus limites. (...) O que a humanidade denominou Deus desde os tempos mais antigos é simplesmente o inescrutável (grifo nosso). Como vê, sou totalmente incorrigível e incapaz de fazer uma mistura de teologia e ciência...
By A. Piza
À Sra. R./Suiça - 15.12.1933 Suas perguntas são irrespondíveis, pois a senhora quer saber como se deve viver. A gente vive como pode. Não existe um único caminho determinado para o indivíduo, que lhe fosse prescrito ou adequado. (...) Se quiser trilhar seu caminho próprio, então será o caminho que a senhora há de fazer, que não é prescrito por ninguém, que não se conhece de antemão mas que surge simplesmente por si mesmo quando se dá um passo depois do outro. Se fizer sempre aquilo que se apresenta como o passo seguinte, então andará da forma mais certa e segura ao longo das linhas prescritas pelo seu inconsciente. Aí não adianta nada especular sobre o que se deve viver. Sabe-se então também que isto não se pode saber. O importante é fazer silenciosamente a coisa mais próxima e mais necessária. (...) Quando se faz com convicção o mais próximo e o mais necessário, então se faz sempre o que tem sentido de acordo com o destino. By A. Piza To P.W.Martin/Colwyn Bay/North Wales/Inglaterra - 28.08.1945 (...) O senhor tem razão em dizer que o interesse principal do meu trabalho não está no tratamento das neuroses, mas numa aproximação do numinoso (grifo nosso). O fato é que o acesso ao numinoso é a verdadeira terapia e na medida em que se chega às experiências numinosas, há uma libertação da maldição da doença. A própria doença assume um caráter numinoso.
As nossas " rachaduras" são ouro puro...
Imagem: web
AS CARTAS cairam no meu colo...
Isto costuma ser frequente... Respeito...
Há com certeza algo que preciso ler, ou reler, como é o caso aqui...
Carregar a si mesmo, teologia e ciência, como se deve ou pode viver, o caminho a seguir, a doença e o numinoso...
Questões que têm estado particularmente presentes ultimamente...
Um bem-vindo material...
Boa leitura e boa reflexões, caso estas questões também lhe toquem e afetem...
Rosanna Pavesi/Maio 2014
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