domingo, 6 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
MITO E CORPO (3): PARTE III, PARTE IV, PARTE V
domingo, 15 de abril de 2012
MITO E CORPO (2): PARTE I E PARTE II
MITO E CORPO (2) : PARTE I E PARTE II
domingo, 8 de abril de 2012
MITO E CORPO (1)
IDENTIDADE, APERCEPÇÃO DE SI MESMO E O SENTIDO DA VIDA...
domingo, 11 de março de 2012
MULHER...
8 de Março: Dia Internacional da Mulher
Em homenagem a todas as mulheres, transcrevo a seguir alguns trechos de Cartas a um Jovem Poeta, de Rainer Maria Rilke, escrito entre 1903 e 1908, bem antes da 2.a Guerra Mundial, que marca o ingresso "oficial" da mulher no mercado de trabalho, que ela nunca mais deixou, e bem antes do movimento feminista...
Em sua visão, o poeta vislumbrou desdobramentos, principalmente no campo amoroso que, a meu ver, ainda não se completaram de todo e estão cada vez mais incipientes...
Em homenagem a todas as mulheres, transcrevo a seguir alguns trechos de Cartas a um Jovem Poeta, de Rainer Maria Rilke, escrito entre 1903 e 1908, bem antes da 2.a Guerra Mundial, que marca o ingresso "oficial" da mulher no mercado de trabalho, que ela nunca mais deixou, e bem antes do movimento feminista...
Em sua visão, o poeta vislumbrou desdobramentos, principalmente no campo amoroso que, a meu ver, ainda não se completaram de todo e estão cada vez mais incipientes...
domingo, 26 de fevereiro de 2012
INFERNO: VOCÊ CONHECE?
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O JOVEM E O VELHO QUE HABITAM EM NOS...
Puer/Puella é o termo latim para "criança, adolescente, jovem" enquanto Senex/Domina é o termo latim para "velho/velha".
Neste contexto, queremos fazer um recorte bastante específico, desvinculado do conceito e da dinâmica dor pares Pai-Filho e Mãe-Filha.
Queremos pensar nestes pares como personificações de outro par de opostos: Juventude-Velhice.
Vistos a partir de sua polaridade essencial, eles se tornam um e o mesmo, dois lados da mesma medalha, pois não existe Puer sem Senex, nem Puella sem Domina. Eles correspondem a pressas e velocidades juvenis e a lentidões e limitações da velhice. Marcam o calendário da vida, fazem-nos sentir, com maior ou menor exatidão, nossa idade cronológica e nossa idade psicológica.
Estão ajustando constantemente a velocidade tanto psíquica como física de nossa vida., mas não só... Metaforicamente falando, estes pares arquetípicos também podem ser vistos como personificações de tudo que é Jovem e tudo que é Velho em nós, para além de literalizações vinculadas à idade cronológica e ao sexo.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
ECOLOGIA E ARTE
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| Frans Krajcberg ECOLOGIA E ARTE |
Frans Krajcberg, pintor, escultor, gravador, fotógrafo e artista plástico, nascido na Polônia (12/04/1921) e naturalizado brasileiro.
Estudou engenharia e artes na Universidade de Intgrad. Residiu na Alemanha, prosseguindo seus estudos na Academia de Belas Artes de Stuttgart.
Chegou ao Brasil em 1948, vindo participar da oitava Bienal de São Paulo em 1951. Entre 1948 e 1954 viveu entre as cidades de Paris, Ibiza e Rio de Janeiro, onde produziu os seus primeiros trabalhos, fruto do contato direto com a natureza.
Na década de 1950 morou em uma caverna no Pico da Cata Branca, região de Itabirito, no interior de Minas Gerais. Alí na região, à época, era conhecido como o barbudo das pedras, uma vez que vivia solitário, sem conforto, enquanto produzia incessantemente gravuras e esculturas em pedra.
Em 1964 executou as suas primeiras esculturas com madeiras de cedros mortas. Realizou diversas viagens à Amazônia e ao Pantanal Matogrossense, fotografando e documentando os desmatamentos, além de recolher materiais para as suas obras, como raízes e troncos calcinados.
No sítio, uma área de 1,2 Km quadrados, um resquício da Mata Atlântica e de manguezal, o artista plantou mais de dez mil mudas de espécies nativas. O litoral do município é procurado, anualmente, no inverno, por baleias-jubarte. No sítio, dois pavilhões projetados pelo arquiteto Jaime Cupertino, abrigam atualmente mais de trezentas obras do artista. Futuramente, com mais cinco construções projetadas, pretende-se construir o Museu que levará o nome do artista.
Ao longo de sua carreira, o artista denunciou queimadas no estado do Paraná, denunciou a exploração de minérios no estado de Minas Gerais, denunciou o desmatamento da Amazônia brasileira, defendeu as tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa para desova, entre outras...
(Fonte imagens: Google)
Para quem quiser saber mais, acessar o site: http://www.frans-krajcberg.com/
Uma homenagem à poética de uma vida longa, associando arte e ecologia...
Rosanna Pavesi/jan.2012
SOBRE OS SONHOS QUE SONHAMOS ACORDADOS...
Gostaria de propor uma reflexão sobre os sonhos que sonhamos acordados, aqueles sonhos que tecemos para nos e nossa vida, a partir da frase de Mario Quintana que norteia esse blog, a saber:
"Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada..."
O que seria sonhar uma vida? Qual a diferença entre uma vida só vivida e uma vida vivida e sonhada?
A meu ver, se só viver não basta, também só sonhar não basta...Devemos sim sonhar, fazer planos, mas também precisamos ter a coragem de realizá-los, com a ousadia que nossos sonhos reclamam para si...
É sabido que os pais já tecem sonhos a respeito do futuro dos filhos até mesmo antes deles nascerem; de forma que, por certo tempo, "vivemos" dos sonhos que nossos pais projetaram sobre nos... Mas vamos crescendo e somos chamados a tecer nossos próprios sonhos, nos apropriar deles e construir nosso futuro.
Cada etapa da vida possui um foco prioritário, com seus sonhos e projetos e com seus desafios, escolhas e posicionamentos específicos, que vão desde a definição de nossa identidade sexual, vocacional e
profissional, posicionamentos políticos e religiosos, planejamento de carreira, até a escolha de nosso estilo de vida e estado civil: casar (ou não), ter filhos (ou não), mudar de cidade ou de país (ou não), mudar de profissão (ou não) e assim por diante.
Às vezes, nos deparamos com "uma pedra no caminho", como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade...Neste caso, é sabio não chutar a pedra, mas sim conversar com ela, perguntar a que veio e ter a coragem de escutar o que a pedra tem a dizer... Pois aquilo que a primeira vista pode parecer um problema, pode ser na verdade uma grande oportunidade. Devemos aprender a acolher a pedra com gratidão...
Em seu livro O Valor do Amanhã (São Paulo, SP, Edit. Companhia das Letras, 2005) Eduardo Giannetti retoma a fábula da Cigarra e da Formiga e escreve sobre a realidade dos juros e como ela se manifesta em todas as situações da vida prática nas quais os valores presentes e futuros medem forças em nossas escolhas e ações. O autor encerra seu livro com uma bela passagem sobre os sonhos que sonhamos acordados que transcrevo a seguir, por acreditar ser pertinente:
"... Os indivíduos perecem, mas a sociedade a que pertencem - obra aberta que une na mesma trama os valores dos mortos, dos vivos e dos que estão por vir - segue em frente. O passado condiciona, o presente desafia, o futuro interroga.
A previsão lida com o provável e responde à pergunta: O que será?
A delimitação do campo do possível lida com o exeqüivel, e responde à pergunta: O que pode ser?
E a expressão da vontade lida com o desejável e responde à pergunta: O que sonhamos ser?
As relações entre esses modos de conceber o futuro não são triviais: de um lado está a lógica: o desejável precisa respeitar a disciplina do provável e do possível. Mas, do outro lado, está o sonho. Se o sonho desprovido de lógica é frívolo, a lógica desprovida de sonho é deserta. Quando a criação do novo está em jogo, resignar-se ao provável ou ao exeqüível é condenar-se ao passado e à repetição.
No universo das relações humanas, o futuro responde à força e à ousadia do querer. A capacidade de sonho fecunda o real, reembaralha as cartas do provável e subverte as fronteiras do possível.
Os sonhos secretam futuro. "
É bom lembrar que todas as invenções e descobertas da humanidade foram consideradas, em algum momento, impossíveis...
Quando nossas ações respondem ao apelo de nossos sonhos, encontramos significado em nossa vida e descobrimos sentido em nosso fazer: fazemos com paixão... Quando perdemos nossa capacidade de sonhar, sobram apenas tarefas...
De forma que, talvez, jamais se permitir sonhar acordado, ousar, apostar, arriscar, ou jamais se atrever, possa vir a ser a pior aposta possível.
E se algum sonho ou imagem de fantasia se apresentar, fique com ele/a...Ele/a tem algo a lhe dizer, isso lhe diz respeito... Construa uma ponte entre a realidade psíquica e a realidade terrena pois, afinal, não são dois mundos separados, são apenas as duas faces de uma mesma realidade: a sua...
Quintana tinha razão... Por isto o nome do blog é Oficina de Sonhos, uma Oficina que se quer desejante e participante de "secretar futuro", assim como outros já fizeram no passado, o fazem no presente, cada qual a seu modo e, espero, continuarão fazendo no futuro...
Sim: Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada...
Rosanna Pavesi/jan.2012
| Cidade de Sonho - Rosan SOBRE OS SONHOS QUE SONHAMOS ACORDADOS... |
Gostaria de propor uma reflexão sobre os sonhos que sonhamos acordados, aqueles sonhos que tecemos para nos e nossa vida, a partir da frase de Mario Quintana que norteia esse blog, a saber:
"Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada..."
O que seria sonhar uma vida? Qual a diferença entre uma vida só vivida e uma vida vivida e sonhada?
A meu ver, se só viver não basta, também só sonhar não basta...Devemos sim sonhar, fazer planos, mas também precisamos ter a coragem de realizá-los, com a ousadia que nossos sonhos reclamam para si...
É sabido que os pais já tecem sonhos a respeito do futuro dos filhos até mesmo antes deles nascerem; de forma que, por certo tempo, "vivemos" dos sonhos que nossos pais projetaram sobre nos... Mas vamos crescendo e somos chamados a tecer nossos próprios sonhos, nos apropriar deles e construir nosso futuro.
Cada etapa da vida possui um foco prioritário, com seus sonhos e projetos e com seus desafios, escolhas e posicionamentos específicos, que vão desde a definição de nossa identidade sexual, vocacional e
profissional, posicionamentos políticos e religiosos, planejamento de carreira, até a escolha de nosso estilo de vida e estado civil: casar (ou não), ter filhos (ou não), mudar de cidade ou de país (ou não), mudar de profissão (ou não) e assim por diante.
Às vezes, nos deparamos com "uma pedra no caminho", como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade...Neste caso, é sabio não chutar a pedra, mas sim conversar com ela, perguntar a que veio e ter a coragem de escutar o que a pedra tem a dizer... Pois aquilo que a primeira vista pode parecer um problema, pode ser na verdade uma grande oportunidade. Devemos aprender a acolher a pedra com gratidão...
Em seu livro O Valor do Amanhã (São Paulo, SP, Edit. Companhia das Letras, 2005) Eduardo Giannetti retoma a fábula da Cigarra e da Formiga e escreve sobre a realidade dos juros e como ela se manifesta em todas as situações da vida prática nas quais os valores presentes e futuros medem forças em nossas escolhas e ações. O autor encerra seu livro com uma bela passagem sobre os sonhos que sonhamos acordados que transcrevo a seguir, por acreditar ser pertinente:
"... Os indivíduos perecem, mas a sociedade a que pertencem - obra aberta que une na mesma trama os valores dos mortos, dos vivos e dos que estão por vir - segue em frente. O passado condiciona, o presente desafia, o futuro interroga.
A previsão lida com o provável e responde à pergunta: O que será?
A delimitação do campo do possível lida com o exeqüivel, e responde à pergunta: O que pode ser?
E a expressão da vontade lida com o desejável e responde à pergunta: O que sonhamos ser?
As relações entre esses modos de conceber o futuro não são triviais: de um lado está a lógica: o desejável precisa respeitar a disciplina do provável e do possível. Mas, do outro lado, está o sonho. Se o sonho desprovido de lógica é frívolo, a lógica desprovida de sonho é deserta. Quando a criação do novo está em jogo, resignar-se ao provável ou ao exeqüível é condenar-se ao passado e à repetição.
No universo das relações humanas, o futuro responde à força e à ousadia do querer. A capacidade de sonho fecunda o real, reembaralha as cartas do provável e subverte as fronteiras do possível.
Os sonhos secretam futuro. "
É bom lembrar que todas as invenções e descobertas da humanidade foram consideradas, em algum momento, impossíveis...
Quando nossas ações respondem ao apelo de nossos sonhos, encontramos significado em nossa vida e descobrimos sentido em nosso fazer: fazemos com paixão... Quando perdemos nossa capacidade de sonhar, sobram apenas tarefas...
De forma que, talvez, jamais se permitir sonhar acordado, ousar, apostar, arriscar, ou jamais se atrever, possa vir a ser a pior aposta possível.
E se algum sonho ou imagem de fantasia se apresentar, fique com ele/a...Ele/a tem algo a lhe dizer, isso lhe diz respeito... Construa uma ponte entre a realidade psíquica e a realidade terrena pois, afinal, não são dois mundos separados, são apenas as duas faces de uma mesma realidade: a sua...
Quintana tinha razão... Por isto o nome do blog é Oficina de Sonhos, uma Oficina que se quer desejante e participante de "secretar futuro", assim como outros já fizeram no passado, o fazem no presente, cada qual a seu modo e, espero, continuarão fazendo no futuro...
Sim: Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada...
Rosanna Pavesi/jan.2012
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